Dyane Franco é neuropsicopedagoga, neurocientista e palestrante. Trabalha com crianças e adultos em TDAH, autismo, TOD, ansiedade e desenvolvimento cognitivo — sempre com base científica e com um olhar que vai além do diagnóstico.
Formada em Pedagogia, a Dyane sempre quis trabalhar com criança pequena. O primeiro estágio, porém, veio com uma turma improvável: dois alunos com Síndrome de Down no 9º ano. O laudo dizia que eles só fariam letra bastão. Nada de cursiva. Nada além das tarefas do primeiro ano.
Ela acreditou que eles podiam mais. Em poucos meses, os dois estavam lendo, escrevendo em letra cursiva e participando da escola como qualquer outro aluno. Um deles — Diego — chegou a tocar violão, piano e guitarra na gincana, apesar de tudo o que o laudo dizia que ele não conseguiria.
Foi ali que ela entendeu uma coisa que se tornaria o eixo do trabalho dela.
Princípio fundadorO filho dela tem TDAH. Por anos, viu o menino sofrer na escola — boletim com 4,5 em matemática, frustração crescente, autoestima caindo. Levava para outros profissionais porque ainda não tinha a formação que precisava.
Um dia ele virou para ela: "Mãe, você ajuda tantas crianças. Eu vou ficar burro?"
Foi o ponto de inflexão. Ela mergulhou em Psicopedagogia, depois em Neurociência. Antes mesmo de concluir o doutorado, prometeu ao filho: "4 semanas. Se não funcionar, eu paro o curso."
Em 4 semanas, a nota saiu de 4,5 para 8,5. O professor não acreditou. Foi nesse momento que ela soube que tinha um método — e que ele funcionava.
A Dyane construiu uma formação que une três áreas que normalmente vivem separadas — pedagogia, psicologia e neurociência. Essa combinação é o que permite o atendimento em tripé: família, escola e profissional, sempre juntos.
A base — entender como a criança aprende, se desenvolve e como o ambiente escolar molda esse processo.
O olhar clínico para dificuldades de aprendizagem, comportamento e o lado emocional da criança.
A ciência do cérebro — comportamento, cognição, plasticidade — aplicada ao trabalho clínico e educacional.
Especialização integradora. O método dos 4 tempos: investigação, diagnóstico, intervenção e consolidação.
A neurociência só faz sentido quando muda a vida real de uma criança, de uma família, de uma sala de aula. Esses são alguns dos casos que moldaram a Dyane como profissional.
Aluno do 9º ano com Síndrome de Down. O laudo dizia: só letra bastão, matéria de primeiro ano. Saiu lendo, escrevendo cursiva e tocando 3 instrumentos. Faleceu em maio de 2026. No velório, o irmão dele só disse: "Ele te amava muito."
Quatro semanas. Foi o prazo que ela deu. Aplicou no próprio filho o método de gatilhos cerebrais. A nota saiu de 4,5 para 8,5 em matemática. O professor não acreditou. Ela soube que o método funcionava.
Crise sensorial na sessão. A Dyane inventou ali, com PET, água, glitter, conchas e miçangas. A menina parou. Concentrou. Voltou ao desenho. Tempos depois, a mãe levou a filha à praia pela primeira vez — sem crise.
Caso encaminhado com dúvida: TEA, TDAH ou ambos? A psiquiatra não conseguia decidir. Em 4 semanas de anamnese, a Dyane fechou: nenhum autismo. Só TDAH. O encaminhamento foi corrigido. A criança recebeu o tratamento certo.
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